quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ele não era do tipo feio...


não era forte, nem lindo, nem malhado. Mas mexia com ela. O sorriso dele era um meio-sorriso, como se pudesse esconder metade da alegria que sentia. E ele tinha um jeito engraçado de dizer as coisas, porque desdizia tudo que acabara de falar. Era tímido. E essa timidez a encantava.
Ela não fazia o tipo miss. Era alta, ossos largos, tinha nariz de italiana e vivia de regime. Era míope, falava demais, mas era inteligente. E ele a achava bonita.
Ele tinha mania de inventar gírias enquanto ela fazia comparações divertidas. Ela não sabia se ele mentia, mas o fazia bem se o fizesse. Ela acreditava.

Não havia entre eles nada, absolutamente nada. Talvez um jogo de sedução que os instigava. E talvez assim o quisessem. Mas ela sentia que a companhia dele a deixava bem, como há muito não acontecia. E eles riam de qualquer besteira juntos.

Eles eram completamente diferentes e se descobriam muito iguais. Ele não gostava de dançar mas curtia festa. Ela não parava quieta um minuto. Ele tinha cara de ser mais novo do que de fato era. Ela pintava o cabelo e aposentara os óculos. Ele fazia charme e sumia. E despertava cada vez mais a curiosidade dela. O que ele não sabia, e ela sequer comentara, é que vontade dá e passa. E talvez ela sumisse antes dele descobrir.

Não sei bem que é o autor (a) 

Mas eu me identifico bastante com esse texto.

David D. Meiado

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